Virtual Boy Wario Land
Review de @crocpoint sobre Virtual Boy Wario Land
Nota: 4.5/5
Uma jornada que dificilmente esperava ter. É possível jogar títulos de Virtual Boy através de emulação no computador, mas explorar estes jogos no hardware original sempre foi algo extremamente difícil. Sem lançamento oficial em Portugal e com um número reduzido de unidades vendidas a nível global, a consola tornou-se um dos hardwares mais obscuros da Nintendo. Agora, em pleno 2026, temos finalmente uma forma oficial de experienciar estes jogos de maneira muito próxima da realidade dos anos 90. Não há nostalgia aqui. Não há memórias de infância. A primeira vez foi mesmo agora. Foram duas horas e meia com este título de plataformas protagonizado por Wario. Numa fase em que o eterno rival de Mario oferecia experiências 2D que eram verdadeiras pérolas. O último grande exemplo tinha sido na Wii. Foi, sem dúvida, uma experiência curiosa. Uma sessão contínua, com pausas de quinze em quinze minutos, como manda a regra. Completei o jogo sem problemas. Sem náuseas. Sem sensações estranhas. Tudo correu bem. A minha experiência com VR sempre foi positiva, por isso já estava preparado para algo deste género, ainda que aqui seja tudo bem mais simples. O vermelho e preto, tão característicos do sistema, são curiosamente satisfatórios e funcionam perfeitamente para aquilo que esta consola pretendia ser. Há uma identidade visual forte, quase hipnótica, que transforma a limitação técnica numa assinatura estética. Wario Land acaba por ser um título de peso que peca apenas por estar preso a este sistema. Ao mesmo tempo, é precisamente isso que o torna uma peça única e especial. Este foi o meu primeiro jogo Virtual Boy, de sempre, e tornou-se facilmente um dos logs mais especiais que já fiz nos videojogos.