Tomb Raider
Review de @crocpoint sobre Tomb Raider
Nota: 3.5/5
Já não jogava este reboot de Tomb Raider desde o seu lançamento original, na altura no PC, ainda numa versão bastante crua. Agora voltei a revisitar a origem da história de Lara Croft na sua edição definitiva, mais concretamente através do último port lançado para a Nintendo Switch 2. Quem diria que, mais de dez anos depois, este jogo ainda iria receber um novo fôlego numa consola recente. Não é caso único, já são várias as franquias a viver este tipo de segunda vida, mas a verdade é que isso fez-me regressar a esta aventura. E só por isso já ganhou alguns pontos comigo. Esta é uma Lara diferente. Estamos a acompanhar as suas origens, ainda longe da caçadora de túmulos confiante e experiente que conhecíamos. Aqui ela ainda está a descobrir quem é, o que é capaz de fazer e que tipo de aventuras a esperam. Gostei muito de regressar a este início. Mesmo sendo uma abordagem diferente daquilo a que a série nos tinha habituado, este jogo e os dois que se seguem passaram a ser a história de origem oficial da personagem. Aliás, os próximos títulos vão assumir esta trilogia como base do passado de Lara. A fase survivor começa aqui. É uma aventura que aprendeu bastante com aquilo que Uncharted fez bem, numa altura em que Tomb Raider precisava mesmo de uma ajuda para se reinventar. Essa influência foi muito bem-vinda na altura e, revendo agora esta jornada, torna-se ainda mais claro o quão importante este jogo foi para o futuro da saga. No fim das contas, jogar Tomb Raider na Switch 2 facilita imenso este regresso. É confortável, acessível e convida a voltar a explorar este tipo de ports no futuro. Espero sinceramente que haja mais oportunidades destas, porque revisitar clássicos modernos em novos formatos pode ser uma excelente forma de manter estas franquias vivas.